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Tecnologia social: pequenos produtores de queijo coalho obtêm valor 40% maior

Publicada em 14/05/2015

Fonte: leiteederivados.com.br

José Roberto de Oliveira Alves vende o quilo do queijo coalho por R$ 13,00 ao consumidor final no mercado público municipal de Tauá (CE). “Em frente ao meu boxe, há queijos de R$ 9,00, mas as pessoas preferem o meu e eu não volto pra casa com queijo”, conta. Ele é um dos pequenos produtores do sertão do Ceará que encontrou a chave para driblar a queda de preços do queijo coalho artesanal no mercado local e fidelizar clientes: uma tecnologia social da Embrapa.


Denominada “Inovação na Agroindústria do Queijo Coalho Artesanal da Agricultura Familiar”, da Embrapa Agroindústria Tropical, a tecnologia social foi certificada pela Fundação Banco do Brasil (FBB) em 2013. De acordo com o FBB, tecnologias sociais são produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representam efetivas soluções de transformação social.


A tecnologia consiste na melhoria do processo produtivo por meio de cursos de Boas Práticas Agrícolas (BPA), com foco na ordenha higiênica, e de Boas Práticas de Fabricação (BPF). Os participantes, como José Roberto, passaram a substituir as velhas prensas de madeira por equipamentos mais higiênicos, como formas de plástico atóxico e prensas de aço inoxidável, além de adotar o uso de toucas, luvas, escumadeiras e outros itens do kit de BPF.


O queijo passou a ser padronizado em formato retangular e apresentação de um quilo, enquanto outras propriedades produzem produtos maiores, com até sete quilos. “O queijo padronizado em um quilo é ótimo para dar como presente. Enquanto os outros queijos precisam ser cortados, por serem enormes, a unidade de um quilo é prática para presentear”, afirma a comerciante Leila Loiola, proprietária da Casa do Queijo, que recebe os queijos padronizados e assegura terem ótima aceitação.


O analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa João Bosco, que atuou no projeto, estima que a adoção das medidas tem gerado, em média, um incremento de 30% a 40% no valor obtido com o queijo. Segundo a Embrapa, o próximo passo é levar o mesmo kit e treinamentos para comunidades assistidas pelo programa Brasil Sem Miséria, no Alto Oeste Potiguar (RN).


 


 

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