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Película desenvolvida por cientistas permite que alimentos tenham uma vida útil mais longa e pode ser ingerida por seres humanos

Publicada em 04/09/2015

Fonte: Globo Rural

Tecnologias de ponta aplicadas ao agronegócio já geraram inúmeras invenções que beneficiam o consumidor final. Neste ano, uma das maiores descobertas anunciadas no Brasil foi a criação de um filme plástico que pode ser ingerido pelos seres humanos.


A descoberta foi de pesquisadores da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano), da Embrapa. Eles desenvolveram um produto comestível produzido a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate.


As características do plástico– resistência, textura, capacidade de proteção – são parecidas às de um papel-filme convencional. De acordo com Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini, coordenadores da pesquisa, as matérias-primasusadas passaram pelo processo de liofilização, um tipo de desidratação em que, após o congelamento do alimento, toda a água contida é transformada em sólido diretamente gasoso, sem passar pela fase líquida.


O resultado é um alimento completamente desidratado, mas com propriedades nutritivas. O processo, segundo eles, pode ser feito com frutas, verduras, legumes e até alguns temperos.


Na Embrapa, o plástico ainda teve adicionado à sua fórmula a quitosana, um polissacarídeo presente na carapaça de caranguejos com propriedades bactericidas e isso, segundo os pesquisadores, aumenta o tempo de prateleira dos alimentos.


 


 

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